vendredi 23 janvier 2009

Dans la revue choisir / Agence APIC

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Rubrique Religions

Remous à la FEPS



Les remous suite à l’élection, l’été dernier, du directeur général de Nestlé Suisse Roland Decorvet comme membre du conseil de fondation de l’Entraide protestante suisse (EPER) ne se sont pas calmés. Une pétition va être lancée le 29 janvier. Les délégués de la Fédération des Eglises protestantes de Suisse (FEPS) avaient élu Roland Decorvet à la quasi-unanimité à Bellinzone, le mardi 17 juin. Les auteurs de la pétition remettent en question l’évolution actuelle de l’organisation et demandent le soutien de toutes les Eglises membres de la FEPS pour la poursuite d’une politique d’entraide « engagée politiquement et prophétique ». L’un des initiateurs de la pétition est Pierre Bühler, professeur de théologie systématique à la Faculté de théologie de l’Université de Zurich. Vaudois de Corseaux, Roland Decorvet, 43 ans, a fait ses études à HEC Lausanne et à la Haute Ecole de St-Gall. Attiré par les activités outre-mer, il a rejoint Nestlé en 1991 pour s’occuper tout d’abord de marketing en Malaisie. En 2004, il a été nommé chef de marché de Nestlé Pakistan. Puis est rentré en Suisse pour reprendre l’an dernier la direction générale de Nestlé Suisse.

Le débat ne s’est pas calmé depuis l’été dernier au sein des instances protestantes. Des déclarations de Roland Decorvet, membre du Conseil de fondation de l’EPER - relativisées entre-temps par son auteur - avaient soulevé la polémique. Il affirmait que Nestlé était « la meilleure organisation de développement dans le monde, car l’aide privée est toujours meilleure que l’aide gouvernementale ».

Ces déclarations mal ressenties par les personnes engagées dans les questions de développement avaient provoqué une interpellation au Synode d’hiver des Eglises réformées Berne-Jura-Soleure. Decorvet avait alors déclaré le 7 novembre dernier que ces critiques venaient d’un petit groupe de gens d’Eglise situés à l’extrême gauche sur l’échiquier politique « et qui font beaucoup de bruit ». (apic)

le 23 janvier 2009

vendredi 9 janvier 2009

Dossier Nestlé de SOH2O -Save our water

dropAll Bottled Up: Nestlé’s Pursuit of Community Water
Food & Water Watch’s report, “All Bottled Up: Nestlé’s Pursuit of Community Water,” reveals the loss communities experience when a plant shows up in a small town. Download the pdf here.pdf document [1.4mb]

 

CONTACT NESTLE AND EXPRESS YOUR OPINION.
ASK THEM FOR SPECIFICS ON THEIR WATER PROCESSING.

Contact Nestle at www.nestle-watersna.com.
You can also call their hot line at 866.676.1672

 
Visit our National Links page to learn about other allies who are challenging Nestle.

 
Also check out our Nestle in the News page for news items related to Nestle.

 
dropSTOP Nestle Waters
Great site to keep current on Nestle Waters N.A. latest corporate assaults on our water resources as well as their bad corporate behavior. Also, a wonderful blog where people share their horror stories about how the corporation has impacted their communities. You will clearly see a pattern emerge when Nestle comes into a community.

 
drop“The Potential Effects of the Proposed Water Bottling Facility in McCloud”
Click here to download this report prepared by ECONorthwest.

 
dropFACT SHEET on Nestle written by the Polaris Institute
Click here to download the pdf.

 

dropBILLS and ISSUES lobbied by Nestle in Maine

 

dropProfile of Nestle by Responsible Shopper

 

dropCorporate Hall of Shame 2008 
Terry Swier moved from Flint, Mich. to Mecosta County, an area full of cold water trout streams and pristine lakes –lakes that attract outdoor enthusiasts from across the Great Lakes Region.[1]

Unfortunately for Swier, she soon encountered a not-so-friendly neighbor. In 2001, she learned that Nestlé, the largest bottled water corporation in the world, was planning to pump more than 500,000 gallons of water a day from a nearby aquifer….Click here to continue reading this article.

 

dropNestle on the “MOST WANTED” Corporate Human Rights Violators
scroll down to read about Nestle

 

dropCorporate Profile Report on Nestle written by the Polaris Institute, 10/05
Click here to download the pdf.

 

dropNestlé’s ‘Pure Life’ in Pakistan
from Alliance Sud, 4/05
n 1998 Nestlé choose Pakistan as country to roadmap its global water strategy in the bottled water market. It produced and introduced “Pure Life” as “a source of clean water. Bottled water is often the consumers’ choice for a healthy beverage that gives them a source of minerals, helps to prevent obesity, and in so doing, reduces the risk of associated healthcare problems.”…Click here to read the rest of the article.
Click here to download a pdf of their Case Study:Drinking Water Crisis in Pakistan and the Issue of Bottled Water: The Case of Nestlé’s ‘Pure Life’

 

dropConsultation on Nestlé : Methodist Church House
The following are Baby Milk Action’s responses to questions given with the Briefing Paper on Ethical Issues Concerning the Marketing of Breastmilk Substitutes, and Other Ethical Issues Relating to Nestlé.
Click here to download the pdf.
Read the Methodist Church of Great Britian’s take on Nestle.

 
dropNestle: Global Compact Violator
from Corporate Watch, August-September 2002, Newsletter Issue 10
Nestle is well known for its irresponsible marketing of breast-milk substitutes in the developing world. The company also has an appalling record when it comes to labour and human rights violations. Andy Higginbottom from the Colombian Solidarity Campaign reports on some of Nestles recent activities in Columbia…Click here to read the rest of the article.

 
dropLEGAL OPINION of groundwater withdraw by Nestle in Michigan
Letters sent from Attorney General Jennifer Granholm sent to legislators and Governor
John Engler in Mecosta County (Michigan).
Click here to download a pdf of the letters.

A Nestlé e um "James Bond brasileiro"

A Nestlé e um "James Bond brasileiro"

Franklin Frederick
Num caso de espionagem que está sendo investigado pela Justiça suíça, a empresa de segurança Securitas teria repassado à Nestlé informações sobre a Attac e o ativista brasileiro Franklin Frederick.

A Nestlé também é alvo de críticas porque seu diretor-geral na Suíça, Roland Decorvet, integra o conselho de uma fundação da Igreja Protestante contrária à privatização da água. A empresa rebate as acusações e nega a existência de um conflito de interesses.

O assunto não é novo, mas voltou a ser destaque na semana passada nos jornais Tagesanzeiger e 20min.ch, ambos do grupo Tamedia, segundo maior grupo de mídia da Suíça, com manchetes como "A espionagem da Nestlé na luta pela água".

Um dos personagens envolvidos é o ativista Franklin Frederick, que oTagesanzeiger caracteriza como "uma espécie de James Bond brasileiro. Há anos ele se engaja contra a privatização da água, especialmente contra a multinacional suíça Nestlé, que explorou fontes minerais em São Lourenço (MG) e vendeu a água sob o rótulo Pure Life".

A comparação um tanto exagerada com James Bond se deve ao fato de que no novo filme de 007, Quantum of Solace, o superespião britânico luta contra um vilão que tenta controlar e privatizar importantes fontes de água na Bolívia.

Segundo o diário de Zurique, Frederick, um dos líderes do Movimento de Amigos do Circuito das Águas Mineiro (Macam), foi "uma das vítimas mais eminentes do ataque de espionagem à organização antiglobalização Attac".

Nos anos de 2003 e 2004, uma funcionária da Securitas (empresa responsável pela segurança da Nestlé) com o codinome "Sarah Meylan" teria sido infiltrada na Attac do cantão de Vaud, estado em que fica a sede da multinacional. Na época, um grupo de autores da ONG escrevia o livro Attac contra o Império Nestlé, publicado em 2005.

Segundo a acusação da Attac, Sarah produziu dezenas de perfis de militantes, com nome, altura, cor de cabelo e pele, idéias, idade, perfil político e até mesmo hobbies. Ela também teria repassado informações sobre pessoas que atuavam contra a empresa em outros países. "Não sabemos o que foi feito com as informações quando elas chegaram à empresa", disse o advogado dos ativistas, Rodolf Petit.

O nome de Franklin Frederick aparece várias vezes no protocolo de espionagem de 77 páginas entregue pela Nestlé à Justiça Civil de Vaud. O ativista brasileiro havia obtido apoio da Attac, do Greenpeace, da Declaração de Berna, da Igreja Reformada de Berna e de outras organizações suíças à sua campanha contra a Nestlé em São Lourenço e fornecera informações aos autores do livro.

O "império" contra Attac

Numa audiência em 23 de julho passado perante o juiz Jean Luc Genillard, no Palácio da Justiça de Lausanne, os advogados da multinacional e da Securitas disseram que os relatórios de Sarah eram "banais" e que as fotos que faziam parte das fichas sobre cada ativista foram "tiradas em locais públicos".

Em um comunicado, a Nestlé admitiu ter pedido a ajuda à Securitas "para antecipar possíveis ataques" e lembrou as circunstâncias daqueles anos, "quando havia uma atmosfera tensa em torno da cúpula do G8 em Evian (na vizinha França, em 2003) e a Attac atacou a sede da Nestlé em Vevey, causando danos materiais significativos".

Frederick, que atualmente se encontra na Suíça, lembra-se de Sarah Meylan. "Ela freqüentou o grupo Attac de setembro de 2003 até junho de 2004. Este foi não só o período de elaboração do livro, mas também o período em que o caso de São Lourenco teve a maior repercussão na Suíça."

O ativista brasileiro teve contato pessoal com a "espiã". "Nós nos encontramos várias vezes e chegamos mesmo a trocar alguns e-mails." Agora Frederick quer saber se seu correio eletrônico também foi espionado ou eventualmente ainda continua sob observação.

Ele compara o caso de espionagem da Nestlé com métodos usados pelos governos ditatoriais da América Latina nos anos de 1960 e 1970 e acredita que não só a Attac tenha sido infiltrada. "Claro que dentro de nosso movimento também havia infiltrados", diz.

Questionado pela swissinfo, se a Nestlé realmente mandou espionar Frederick, o diretor de relações com a mídia da empresa, Robin Tickle, respondeu: "O pedido de infiltração de ONGs não faz parte da política da Nestlé. A Attac deu queixa contra a Nestlé, e assim atualmente estão em andamento vários processos judiciais. Não podemos falar sobre isso em detalhes. As sentenças são esperadas para um futuro próximo e as esperamos com tranqüilidade. O senhor Frederick nos é conhecido há muitos anos como crítico da Nestlé. É evidente que ele se movimenta no ambiente da Attac."

Para Frederick, no entanto, "não há dúvida de que essa operação foi encomendada pela Nestlé, como mostra o protocolo que a empresa entregou à Justiça. O processo agora tenta esclarecer se houve violação à privacidade das pessoas espionadas."

"Conflito de interesses"

Em nome do Conselho das Igrejas Cristãs (Conic) e da Conferência dos Bispos do Brasil (CNBB), Frederick atualmente coordena o projeto ecumênico "Água como direito humano e bem público". Ele também participou da elaboração de uma declaração assinada em 2005 pela CNBB, a Conferência dos Bispos da Suíça e a Federação das Igrejas Protestantes Suíças (SEK, na sigla em alemão) contra a privatização da água.

Integrantes da Igreja e de ONGs suíças pediram à SEK que "proteste publicamente na Nestlé contra a espionagem", que teve ramificação no Brasil. Um pedido delicado, porque a SEK, na sua assembléia de junho passado, elegeu o diretor-geral da Nestlé suíça, Roland Decorvet, para o Conselho da Fundação da Obra Filantrópica das Igrejas Protestantes da Suíça (Heks, na sigla em alemão).

A Heks apóia projetos de ajuda a países em desenvolvimento. Críticos da eleição de Decorvet dentro da própria Igreja temem que ela perca a sua credibilidade, uma vez que assinou a declaração pelo direito à água enquanto a Nestlé estaria interessada na privatização. Neste ponto, haveria um conflito de interesses entre Decorvet e a Heks.

Robin Tickle nega a existência desse conflito de interesses. "O senhor Decorvet se engaja como fiel protestante e foi eleito por representantes da Igreja para o Conselho da Heks. Ele exerce essa função como pessoa física e não como representante da Nestlé, embora a Nestlé desempenhe um papel importante em países em desenvolvimento e tenha acumulado experiências que se dispõe a partilhar com outras organizações", disse à swissinfo.

Direito humano à água

Perguntado se o interesse da Nestlé em privatizar a água não colidiria com o direito humano à água, o porta-voz da multinacional disse é preciso diferenciar entre a água potável para o abastecimento básico e aquela que é usada para a produção de outros produtos, por exemplo, na agricultura, responsável por 70% do consumo mundial de água.

"Existe um direito à água para satisfazer as necessidades básicas diárias do ser humano. Isso, segundo a ONU, são 25 litros por pessoa por dia. Mas não existe um direito humano à água que é usada para regar um campo de golfe ou lavar o carro. Esta água precisa ter um preço de mercado para que não seja desperdiçada", disse Tickle.

Segundo ele, nos últimos cinco anos, a Nestlé economizou mais água através da otimização de sua produção do que vendeu em garrafas. "Não se trata de uma privatização ou estatização geral da água – 97% do abastecimento mundial de água estão na mão do Estado, mas mesmo assim 1 bilhão de pessoas não têm acesso seguro à água potável. Trata-se de realmente implementar o direito humano à água e que o restante da água tenha um preço justo", afirmou.

http://www.franciscanos.org.br/ecologia/luaeestrelas/noticias2008/070.php